A morte de um frágil amor

Algo a assombra de quando em vez, o amor que tinha, para onde foi? Quem o guardou meticulosamente ou o deixou fugir por entre os dedos? Desapareceu. Mas se desapareceu, para onde foi? 
Quando morre o amor e deixa de se falar dele, passa a ser algo que não deve ser pronunciado , alho do qual se foge para não sentir a dor imunda que nos consome as artérias. Quando morre, esquecemos lentamente o seu rosto pois ninguém o olha, fica perdido por entre os tantos outros sentimentos que com ele faleceram. Há quem mate o amor e o veja partir, há quem o vá matando com mentiras, com descuido... há quem o mate com silêncio ou quiçá palavras a mais. Talvez depois de morto fique cá dentro como um vizinho silencioso do qual não nos lembramos até nos cruzarmos com ele outra vez,  possivelmente à espera que o ressuscitem ou o matem de vez... Permanecem também, embriagadas de saudade,  as memórias que tendem a deambular entre sonhos passados e momentos nunca esquecidos. 
Abraçando ao peito as memórias sorri, porque dentro de si sente que esse amor outrora morto, renasceu e traz com ele novas recordações.

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