O silêncio, o leve balançar do silêncio. O eco da ausência que desfaz o sonho, queimando-o com a realidade, esta chama da vida arde nas suas mãos. A inconstância do vento que acaricia a alma. Adora o vento, senti-lo liberta-a. Parece que o tempo pára, até o sol se demora mais no dia. É daqueles momentos em que as palavras são realmente desnecessárias, dos poucos momentos em que a fúria transmite calma, quando o vento de tão violento nos faz esquecer as perturbações do quotidiano. Não se importo de levar com areia quando está deitada na praia sabe que se se levantar vai adorar sentir o vento na pele e a areia não a vai incomodar nada, também não se importa de ter o vento nas suas costas a revolver-lhe os cabelos, basta-lhe dar meia volta e oferecer-lhe um sorriso. Gosta, gosta tanto de estar sentada no baloiço com os tornozelos cruzados e os pés no ar, sentir as cordas a balançar com o vento, olhar a paisagem e apreciar as coisas simples da vida. Porque ainda tem esperanças que a felicidade seja simples.
- Kasti Valo
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